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sábado, 15 de janeiro de 2011

Tonio Kröger, p. 71-85

"Andou pelo campo, sobre prados, pela solidão, e logo o faial, entendendo-se pelas colinas da vizinhança, envolvia-o. Sentava-se no musgo, encostado a uma árvore, de maneira a divisar, entre os troncos, uma faixa do mar que soava como se, ao longe, tábuas caissem umas sobre as outras. Gritos de gralhas nas copas das árvores, roucos, solitários e perdidos... Segurava um livro sobre os joelhos, mas não lia uma linha. Desfrutava um esquecimento profundo, um flutuar desprendido sobre o espaço e o tempo, e só de vez em quando era como se o seu coração fosse transpassado por uma dor, um pesar curto, agudo, de saudade ou arrependimento, sobre cuja designação e procedência ele se sentia demasiado indolente e absorto para indagar." (MANN, 1971, p. 71).


"Meu pai, sabe, era de um temperamento nórdico: considerado, minucioso, correto, por puritanismo inclinado à melancolia; minha mãe, de indistinto sangue exótico, bonita, sensual, ingênua, ao mesmo tempo displicente e apaixonada e de um desmazelo impulsivo.

Sem duvida alguma, foi esta uma mistura que encerrava extraordinárias possibilidades e extraordinários perigos.

O resultado foi este: um burguês que se perdeu na arte, um boêmio que sentia saudades da boa educação, um com a consciência pesada. Pois a minha consciência burguesa é que me faz ver em toda arte, todo extraordinário e todo gênio algo profundamente ambíguo, profundamente difamado, profundamente duvidoso, o que me enche desta amorosa fraqueza para o simples, singelo e agradável anormal, o não-genial e decente.

Estou entre dois mundos; não me sinto à vontade em nenhum dos dois e por isso tenho um pouco de dificuldade. Vocês, artistas, me chamam de burguês, e os burgueses sentem-se tentados a prender-me... não sei qual dos dois me magoa mais. Os burgueses são bobos. Vocês, adoradores da beleza, porém, que me dizem ser eu fleumático e sem saudades, deviam imaginar um dom artístico tão profundo e tão do princípio e do destino, que nenhuma saudade lhe pareça ser mais doce e digna de ser sentida do que aquela pelas delícias da trivialidade.

Admiro os soberbos e frios que se aventuram nos caminhos das grandes, das demoníacas belezas, e desprezam o 'homem' - mas não os invejo. Pois se alguma coisa é capaz de fazer um literato um poeta, então é este meu amor burguês pela humanidade, pela vida e pelas coisas comuns. Todo calor, toda bondade, todo humor vem dele, e quer-me parecer que seja ele aquele amor do qual está escrito que alguém poderia falar com língua humana angelical e, no entanto, sem ele nada mais ser que um bronze soante e guizo sonoro.

O que fiz é nada, não muito, quase nada. Farei coisa melhor, Lisavieta - isto é uma promessa. Enquanto escrevo, o mar murmura até aqui e eu fecho os olhos. Olho para um mundo inato, quimérico, que quer ser ordenado e culto; olho para um formigar de sombras com aspecto humano que acenam para mim, a fim de que as esconjure e liberte: sombras trágicas e cômicas e algumas as duas coisas ao mesmo tempo - e a estas sou muito dedicado. Mas o meu amor mais sentido e secreto pertence aos louros e de olhos azuis aos vivos claros, aos felizes, gentis e comuns.

Não repreenda este amor, Lisavieta; Ele é bom e fértil. Contém saudade e uma inveja melancólica, um pouquinho de desprezo e uma felicidade de absoluta pureza." (MANN, 1971, p. 83-5).


MANN, T. Tonio Kröger - Morte em Veneza. 1. ed. São Paulo, SP: Editora Abril, 1971.

Tonio Kröger, p. 45-6

"- Veja, o literato, no fundo, não compreende que a vida pode continuar a viver, que não se envergonha disto, depois de, afinal, ter sido expressada e 'terminada'. Mas veja só, apesar de toda libertação, continua pecando sem parar, através da literatura; pois toda ação é pecado aos olhos do espírito. Cheguei ao termo, Lisavieta. Ouça-me. Amo a vida - isto é uma confissão. Aceite-a e guarde-a - eu nunca a fiz a ninguém. Disseram, escreveram mesmo e fizeram imprimir que odeio, ou temo, ou desprezo, ou detesto a vida. Gostei de ouvi-lo, lisonjeou-me; mas nem por isso é menos falso. Amo a vida...

Você sorri, Lisavieta, e sei a respeito de quê. Mas eu lhe imploro, não tome por literatura o que diz aí! Não pense em César Bórgia ou alguma filosofia ébria, que o ergueu sobre um pedestal! Nada significa para mim, a este César Bórgia não lhe dou o mínimo valor e jamais compreenderei como se pode venerar como ideal o extraordinário e o demoníaco. Não, a 'vida', como se apresenta em eterno contraste ao espírito e à arte - não como visão de grandeza sangrenta e beleza selvagem, não como o extraordinário se apresenta a nós, extraordinários; porém, a normalidade, o decoro, a amabilidade é o reino de nossas saudades, é a vida na sua tentadora banalidade! Longe está de ser um artista, minha querida, cuja última e mais profunda exaltação é o requinte, o excêntrico, o satânico, que não conhece a saudade pelo inofensivo, simples e vivo, por um pouco de amizade, dedicação, intimidade e felicidade humana - a saudade secreta e consumidora, Lisavieta, pelas delícias do trivial!" (MANN, 1971, p. 45-6).


"- É absurdo amar-se a vida e no entanto empenhar todos os artifícios em puxá-la para o nosso lado, conquistá-la para as sutilezas e melancolias e toda a doentia nobreza da literatura. O reino da arte cresce e o da saúde e inocência drecresce sobre a terra. O que ainda sobra disto devia ser conservado com o maior zêlo, e não se deve seduzir para a poesia aqueles que preferem ler livros sobre cavalos, com ilustrações! Por que afinal - que espetáculo seria mais lastimável do que o da vida quando tenta a arte?" (MANN, 1971, p. 46).


MANN, T. Tonio Kröger - Morte em Veneza. 1. ed. São Paulo, SP: Editora Abril, 1971.

Tonio Kröger, p. 43-5

"- Olhe para mim. Não estou com bom aspecto, não lhe parece? Um pouco velho, as linhas do rosto marcadas, um pouco cansado, não é verdade? Então, para voltar ao 'reconhecimento', assim se poderia imaginar um homem que, de nascença crente, meigo, benévolo e um pouco sentimental, seria simplesmente aniquilado pela clarividência psicológica. Não se deixar vencer pela tristeza do mundo; observar, perceber, mesmo a maior angústia, e estar de bom humor, sentindo-se absolutamente elevado sobre a abominável invenção do ser - sim, certamente! No entanto, apesar de todos os regozijos da expressão, a coisa toma conta de você. Tudo compreender quer dizer tudo perdoar? Não sei ao certo. Existe algo que eu chamo de nojo do conhecimento, Lisavieta. O estado no qual basta a um homem penetrar uma coisa para se sentir enojado a ponto de querer morrer (e sem nenhuma disposição para perdoar) é o caso de Hamlet, do dinamarquês, desse literato típico. Ele sabia o que era isto: ser destinado ao conhecimento sem ter nascido para isso. Divisar, ainda através do véu de lágrimas do sentimento, reconhecer, perceber, observar e, sorrindo, ter que por de lado o que observou, ainda no momento em que as mãos se entrelaçam, os lábios se encontram, onde o olhar humano, cego pela sensação, se quebra - é infame, Lisavieta, é vil, é revoltante... mas de que adianta revoltar-se? Um outro lado da coisa, não menos delicado, é o fastio, a indiferença e o cansaço irônico contra toda a verdade; é um fato que em nenhuma parte do mundo sucede ser tão calado e sem esperança quanto no círculo de gente de espírito que já está calejado. Todo o conhecimento é velho e monótono. Diga uma verdade, pela conquista e posse da qual você sente uma espécie de alegria juvenil, e sua ilustração ordinária será respondida por um curtíssimo desprendimento de ar pelo nariz... Ah! sim, a literatura cansa, Lisavieta! Numa sociedade humana pode acontecer que - isto lhe garanto -, de tanto ceticismo e abstinência de opinião, se seja considerado tolo, quando se é nada mais que orgulhoso e sem coragem... Isto, quanto ao 'reconhecimento'. Porém, quanto à 'palavra', talvez aí se trate menos de uma libertação do que de uma conservação e congelação do sentimento. Falando sério, há uma circuntância gélida e revoltante presumida com esta conclusão rápida e supérflua do sentimento. Se o seu coração está cheio, se se sente demasiadamente emocionada com um acontecimento doce e elevado, nada mais simples! Vá a um literato e tudo será resolvido no menos espaço de tempo. Ele analisará e formulará o seu assunto, dar-lhe-á um nome, expressá-lo-á e fará com que lhe diga algo. Vai resolver e tornar tudo indiferente para você, por todo o tempo, e não aceitará agradecimentos. Você, porém, vai para casa aliviada, refrescada e esclarecida, e vai cismar o que havia no assunto, ainda há pouco, que podia, num tão doce tumulto, perturbá-la. E quer defender seriamente este frio charlatão? O que é expresso, assim reza o seu credo, está acabado. Se o mundo todo for expressado, então está acabado, libertado, posto de lado... Muito bem. Porém, eu não sou niilista..." (MANN, 1971, p. 43-5).


MANN, T. Tonio Kröger - Morte em Veneza. 1. ed. São Paulo, SP: Editora Abril, 1971.

Tonio Kröger, p. 38-9

"- Também a mim a primavera põe nervoso, também a mim a encantadora trivialidade dos anseios e sentimentos que ela desperta me põe confuso; só que não consigo repreendê-la e desprezá-la por isso; pois acontece que me envergonho dela, envergonho-me de sua pura naturalidade e de sua triunfante mocidade. Não sei se devo invejar Adalberto ou menos – desprezá-lo, porque não entende nada disso... Trabalha-se mal na primavera, é certo, e por quê? Porque se sente. E porque é um ignorante aquele que acredita que o criador pode sentir. Todo verdadeiro e sincero artista sorri da ingenuidade deste engano charlatão; melancólico, talvez, mas sorri. Pois aquilo que se diz nunca deve ser o essencial, mas tão somente o material, indiferente em princípio, de que se compõe a criação estética numa leve e serena superioridade. Se der demasiado valor àquilo que tem a dizer, se o seu coração bater com calor demasiado por isso, pode estar certa de um completo fiasco. Você torna-se sentimental, algo de pesado, de sério-desajeitado, sem ironia, desgovernado, sem tempero, monótono, banal se forma sob suas mãos, e o fim é nada mais que indiferença por parte das pessoas, nada mais que desilusão e lamentação de sua parte... Pois Lisavieta: o sentimento, o cálido e cordial sentimento é sempre banal e sem utilidade; artísticos são somente nossas irritações e os frios êxtases de nosso corrompido e artificioso sistema nervoso. É preciso que se seja algo fora da humanidade ou desumano, que esteja para a humanidade numa relação estranhamente distante e indiferente, para ser-se capaz de interpretar ou mesmo sentir-se tentado a isso, interpretar para apresentar de modo efetivo e com gosto. O dom para o estilo, forma e expressão já pressupõe esta fria e descontente relação para com a humanidade. Pois o sentimento são e forte - isto está confirmado - não tem gosto. Morre o artista quando se torna homem e começa a sentir." (MANN, 1971, p. 38-9).


MANN, T. Tonio Kröger - Morte em Veneza. 1. ed. São Paulo, SP: Editora Abril, 1971.

Tonio Kröger, p. 31-2

"Ele seguia o caminho que devia seguir, um pouco negligente e sem ritmo, assobiando, com a cabeça inclinada para o lado, olhando para a distância, e, quando errava o caminho, isto acontecia porque para alguns seres não existem caminhos certos. Quando lhe perguntavam o que pensava ser, dava informações contraditórias, pois que costumava dizer (e já tomara nota disto) que trazia em si possibilidades para mil existências, tendo no íntimo o conhecimento de, no fundo, serem tudo coisas impossíveis..." (MANN, 1971, p. 31).


"Ele se entregou completamente ao poder que lhe parecia o mais elevado deste mundo, para os serviços aos quais se sentia destinado e que lhe prometiam grandeza e honra, ao poder do espírito e da palavra, que, sorrindo, reina sobre o mundo instintivo e mudo. Com seu jovem entusiasmo dedicou-se a ele, e este retribuiu-lhe com tudo o que tinha para presentear, dele tomando em pagamento, implacávelmente, tudo o que costuma exigir.

Aguçou o olhar, fazendo-o compenetrar-se das grandes palavras que enchem o peito do homem, descobriu-lhe as almas dos homens e a sua própria, deu-lhe clarividência e mostrou-lhe o fim que está atrás das palavras e atos. Mas o que ele via era isto: comicidade e miséria - comicidade e miséria.

Então veio a solidão, com o tormento e o orgulho da cognição, porque não se sentia bem no círculo dos inocentes com a alma alegre e obscura e estes, por sua vez, sentiam-se perturbados pelo sinal na sua testa. Mas a alegria na palavra e nas formas se tornou cada vez mais doce para ele, pois costumava dizer (e já tomara nota disto) que o conhecimento da alma somente nos faria infalívelmente tristonhos, se o contentamento da expressão não nos conservasse acordados e alegres..." (MANN, 1971, p. 32).


MANN, T. Tonio Kröger - Morte em Veneza. 1. ed. São Paulo, SP: Editora Abril, 1971.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Introdução: Tonio Kröger II

Tonio Kröger: o Mischling como artista prototípico


"Mann expressou suas idéias sobre o papel do artista na sociedade burguesa em Tonio Kröger (1903), a estória de um rapaz de origem racial mestiça que sofre o conflito de ser um burguês artisticamente dotado. Como observei na primeira parte do livro, há muito de autobiográfico nesta novela, de sua locação no Norte da Alemanha de da origem familiar de Tonio até a posição de compromisso que ele alcança com as imposições e limitações da sociedade burguesa. A aparência física e temperamento de Tonio refletem a visão que Mann tinha de si mesmo: de sua mãe exótica que ele herdou a face morena, a propensão ao devaneio e a melancolia que o fazem ter uma relação privilegiada com o intelecto. Estes 'dotes' o distinguem e o marcam com relação aos loiros, àqueles que vivem o mundo iluminado da sociedade normal devotados à ação e ao comportamento extrovertido.

Tonio Kröger pode ser interpretado como uma tentativa de solução da contradição entre o artista e a sociedade burguesa. Esta tensão foi deixada irresolvida pelo romantismo e atingiu seu pico no final do século XIX com o esteticismo. O artista nunca estivera tão distante de sua classe e a idéia do l'art pour l'art era parte de um contexto político que negava qualquer possibilidade de crítica da sociedade.

A novela expõe as dúvidas de Mann sobre sua identidade como alemão e burguês. Os intelectuais alemães compartilhavam com sua classe original - a Bildungsbürgertum - o discurso de 'identidade nacional' que estabeleceu suas identidades diante da aristocracia decadente do século XIX. O problema do artista foi que logo que ele passou a ser associado com grupos marginais e não com a nação, e sua marginalidade era justificada biologicamente por vários cientistas. O típico alemão era o burguês, enquanto o artista era visto como um dissidente intelectual. Mann, em seu tratado político de 1918, chegaria a observar:

Pois o caráter alemão e o burguês são o mesmo; se 'espírito' for mesmo de origem burguesa, então o espírito alemão é burguês de uma forma especial. [...] Dizer que em Schopenhauer e Wagner alguém se encontra na esfera burguesa, que alguém recebe uma educação burguesa através deles, parece contrário ao bom senso, pois é difícil conectar o conceito de natureza burguesa [Bürgerlichkeit] com aquele do gênio (MANN, 1922: 80)." (MISKOLCI, 2003, p. 104-5).


MISKOLCI, R. Thomas Mann, o artista mestiço. 1. ed. São Paulo, SP: Annablume, Fapesp, 2003.

Introdução: Tonio Kröger I

Tonio Kröger


"Em sua novela autobiográfica, Mann desenvolveu e aprofundou o tema do artista de origem mestiça que abordara de forma menos enfática em Os Buddenbrook. Tonio Kröger (1903) expõe de forma mais clara as reflexões do jovem autor sobre a identidade do artista. O título inicial da obra era Literatura, o que esclarece de antemão que Mann, ao referir-se à arte em geral, costuma se referir às letras.

Esteticamente, Tonio Kröger é uma obra imperfeita. A consciência que o autor possuía deste fato foi revelada através das formas como a denominou, inicialmente como 'novela curta', mais tarde como 'balada em prosa' e, por fim, simplesmente de 'relato'. Na época em que o escreveu, Mann estava mais preocupado com a mensagem do que com a forma, o que atesta sua afirmação de que sua obra curta era 'uma declaração de amor à vida que, por seu caráter claro e direto, chega às vezes a deixar a esfera da arte' (MANN apud REICH-RANICKI, 1989: 88).

O autor afirmaria diversas vezes durante sua vida que os artistas são mais ingênuos, irresponsáveis e banais do que pensam os críticos, os quais pressupõem que eles são muito mais conscientes do que são em realidade. Com certeza tal afirmação se aplica a muitos escritores, mas indubitavelmente não se pode aplicá-la a Thomas Mann, e menos ainda como o criador de Tonio Kröger. Marcel Reich-Ranicki chegou a qualificar a novela como obra de intenção clara e abertamente programática, a qual não encontra paralelo em nenhum de seus contemporâneos e exerceria influência duradoura na literatura universal.²

2. Kafka tinha predileção pelo Tonio Kröger. A influência de Thomas Mann na obra do escritor de Praga se faz notar até seus últimos anos de vida; de forma clara em Um artista da fome. Hermann Hesse também deixa transparecer a influência desta obra de Mann em Demian (1919), romance de formação em que se utiliza da mesma metáfora do chiaro-scuro para colocar em relevo seu protagonista, também associado à estirpe de Caim. Curiosamente, o influenciado termina por influenciar e Mann inspirou-se no ocultismo de Hesse para estruturar A montanha mágica (1924) como uma iniciação alquímica." (MISKOLCI, 2003, p. 38).


"Com sua novela, Mann ataca a legitimidade de outras concepções do artista, considerando-as negativas quer do ponto de vista da sociedade quer do que considerava o 'verdadeiro' artista, o mediador entre a vida e o conhecimento. Tonio Kröger serviu para fortificar sua interpretação da vocação burguesa como a única forma de prover disciplina e equilíbrio àquele sempre tentado pelo niilismo, pela séduction de la mort à qual sucumbiria se não conseguisse encontrar seu caminho de retorno para a sociedade." (MISKOLCI, 2003, p. 43).


MISKOLCI, R. Thomas Mann, o artista mestiço. 1. ed. São Paulo, SP: Annablume, Fapesp, 2003.
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